São Paulo, 31 de julho de 2025

Tech Journal

Parceira ou sabotadora? Você quem decide

Peço desculpas de antemão por talvez me tornar repetitivo por conta do tema abordado, mas prometo que não vou me fazer redundante, pois esta edição serve quase como uma espécie de antítese da edição anterior. E também, me sinto na obrigação de me “retratar” com nossa colega de trabalho / amiga (apesar dessa última definição ser um pouco problemática em alguns contextos) IA. David Fowler, engenheiro de software da Microsoft, protagonizou uma demonstração muito interessante no canal da própria empresa através do video “How Microsoft Developers Use AI in Real-World Coding” (colocar num hiperlink), onde ele nos mostra, por meio de implementações complexas, refatorações e etc, como essa excelente ferramenta pode aumentar muito sua produtividade se usada da maneira correta. O fato de a fonte desse conteúdo ser uma Big Tech gigantesca adiciona muita credibilidade ao que já vêm sendo disseminado há um tempo no mundo do desenvolvimento: a IA, quando utilizada para potencializar seu desempenho em suas demandas ao invés de resolve-las para você, pode ser uma aliada fortíssima. Segundo pesquisa realizada pelo canal Código Fonte TV, 95,5% dos desenvolvedores utilizam IA em seus códigos atualmente (um salto de 11,5% em comparação ao ano passado) e o ChatGPT lidera o ranking com sobra, já que 62% dos entrevistados alegaram utilizá-lo, contra 11% do 2° colocado, o Copilot. É um dado relativamente curioso, já que o este tem a vantagem da integração com a IDE, mas dando minha pontinha de contribuição no assunto, assumo aqui que estou com a maioria. Acredito que o timing pode ser um fator relevante nesse resultado, já que o ChatGPT foi o primeiro a se popularizar em grande escala e, consequentemente, o primeiro com quem a maioria teve um contato mais aprofundado. Apesar disso, pela minha experiência, sinto que ele tem uma capacidade analítica muito mais aguçada, destrincha mais os assuntos e tem mais repertório, tanto para te ajudar a elaborar soluções, quanto para explicar conceitos. E se me permitem compartilhar mais uma opinião, eu já adaptei a plataforma e a alimentei tanto ao ponto dela aparentar me “entender” e compreender a forma que eu opero. Por conta disso, quando preciso usar outra IA generativa por algum motivo, me sinto como um recém divorciado tentando conhecer uma pessoa nova e passando novamente pela etapa de criar intimidade. Independente das adversidades, essas tecnologias se aprimoram numa velocidade inacreditável, então, coloquemos em prática nossa skill de trabalho colaborativo, pois, ao menos por enquanto, podemos fazer delas baitas parceiras de trabalho.